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20 junho 2012
Entrevista para o jornal O Hoje: SIMPATIAS
Para você as simpatias tem efeito?
As simpatias são resquícios de uma consciência ancestral e primitiva, onde ainda havia um diálogo mais espontâneo entre nós e os símbolos.
Antigamente, antes da era da razão colocar a ciência e a lógica no pedestal da onisciência, toda uma gama de rituais e simpatias era usada para descobrirmos coisas secretas e conseguirmos nossos objetivos, contando com a fé, a esperança e os poderes psíquicos. A simpatia é uma atividade lúdica, uma brincadeira, mas que ativa nosso lado espiritual, pois esperamos que algo além da realidade material atenda os nossos pedidos. É claro que ela não deve ser levada tão a sério, mas vale à pena brincar, sem muitas pretensões. Devemos considerar que quando fazemos algum ritual, é como uma magia, uma oração. Expressamos nosso desejo para o universo. Este exercício da vontade é que realmente tem valor, pois colocamos em movimento nossos sentimentos alinhados com o poder do pensamento. E quando um desejo é intenso e sincero, desperta infinitas possibilidades de realização.
Porque as questões místicas são tão fortes entre as pessoas?
A ciência e a tecnologia nos trouxeram inúmeros avanços e vantagens inegáveis, mas também produziram desejos de controlar a natureza humana e a necessidade de provas empíricas para todo e qualquer fenômeno. No entanto, a necessidade de símbolos, metáforas, a comunicação com o invisível e os rituais de fé continuam intrínsecos em nossa natureza. Não somos apenas racionais. Somos constituídos de sentimentos, mistérios e alma. Também somos seres espirituais. Misticismo significa ter experiências diretas com o sagrado, independente de credos e religiões. Por mais que a razão nos explique quase tudo, sempre haverá verdades que a limitação de uma abordagem lógica jamais alcançará. E no fundo, os corações mais sensíveis sabem disso.
A vida seria possível sem essas simpatias, por exemplo, sem os acordos com santo Antônio?
A vida é possível de várias maneiras. Mas ela é mais agradável quando em saudável equilíbrio. Excesso de ceticismo causa depressão, vazio interior, solidão existencial e tédio. Excesso de crença pode causar fanatismo, rigidez, moralismo, imaginação mórbida, medos e fobias. Cabe a nós buscarmos um caminho que satisfaça nossos questionamentos e nos permita um diálogo tanto com os esclarecimentos da razão quanto com o conforto e a paz interior que a espiritualidade bem vivida proporciona.
16 fevereiro 2010
ENTREVISTA
Larissa Siqueira por Mirelle Irene, 2003.

Por que estudar os astros?
Porque um astrólogo disse que estava no meu destino! (risos)
Na medida em que buscamos por respostas e vamos ampliando nossa consciência para compreendê-las melhor, os segredos do universo vão se revelando para nós. Desde bem nova, eu tive uma espécie de percepção instintiva das correntes de força que regem o universo. Não é uma questão de acreditar, é de sentir, de saber. Estudar os astros é entrar em contato com esse esquema superior. Tudo, desde cada planta, cada pessoa e cada planeta, está unificado e em sintonia. Saber disso é como cair na real e depois subir a escadaria para o Céu.
Astrologia: utilidade ou futilidade pública?
Os dois. Com o tempo a astrologia vem reconquistando seu lugar nas profissões de aconselhamento, mas ainda luta para ser aceita em uma cultura onde a ciência, a tecnologia e a matéria aprisionaram a alma humana. Enquanto esta sabedoria ancestral vem tentando derrubar os preconceitos intelectuais e se expressar como a “arte sagrada” de interpretar os desígnios da vida, ela fica sujeita às deturpações dos oportunistas e à popularização do seu significado. Com certeza, o que é útil na astrologia é, e sempre será, um mistério para quem se contenta com o fútil.
Para vocês, astrólogos, onde está o limite entre a superstição e a Astrologia?
No bom senso. Nossa mente é muito poderosa e somos criaturas sugestionáveis, por isso, o discernimento é muito importante para separar o que é delírio e alucinação do que pode apenas ser uma metáfora para nosso mundo interior. Da mesma maneira que uma semente de maçã “sabe” que está destinada a se tornar uma macieira, há uma parte em nós que sabe o que poderemos nos tornar. A Astrologia não é uma crendice como muitos pensam. Ela é uma sabedoria, portanto a superstição não lhe cai bem.
O que está escrito nas estrelas pode ser mudado? Ou o homem é escravo de seu destino?
Quando uma pessoa nasce, a posição dos astros neste momento é revelada pelo mapa astral. Este mapa mostra um certo padrão de “carma” e tendências emocionais, mentais e físicas. Porém, as circunstâncias que esta pessoa irá enfrentar, serão programadas por aquilo que ela expressar. Você recebe de volta aquilo que põe para fora. O mundo é um espelho e há um ensinamento que diz: DESTINO = CARMA + LIVRE-ARBÍTRO. Os astros não escravizam, eles conduzem. Segue sua estrela quem quiser.
Na análise do mapa natal, quais os sinais do destino mais importantes determinados pelos astros?
Os Trânsitos por exemplo, mostram onde os planetas estão agora no céu, em relação ao lugar em que estavam no dia do nascimento. Em certos momentos propícios, estas posições costumam “acionar” uma área determinada de nossa vida. Estes acontecimentos são a manifestação sincrônica no mundo exterior, de mudanças internas que estão acontecendo. Estas “coincidências” nos fazem sentir a mão do destino.
Qual a responsabilidade do astrólogo na interpretação astrológica?
Ele deve traduzir e explicar o conteúdo do mapa astral e então conduzir o cliente na sua busca de significado. A Astrologia pode ser encarada como um sistema de símbolos, como uma mitologia particular usada para o autoconhecimento. Nós astrólogos, devemos direcionar as pessoas que estão em busca de seu mito pessoal e aconselhá-las sobre como usar plenamente seus potenciais e recursos.
Você acredita em Guru? Por quê?
Podemos ter grandes mestres e professores nessa vida, mas o maior Guru de todos os tempos é a nossa voz interior! Para quê procurar fora, o que temos dentro de nós?
Qual a sua opinião sobre a eterna briga entre religião, ciência e astrologia (e outras práticas esotéricas) como detentoras das respostas sobre as questões humanas?
Elas refletem os vários níveis de esclarecimento em que se encontra a nossa espécie. A busca pelo conhecimento, pelo espiritual e pela evolução, é uma jornada particular repleta de desafios e de escolhas. Para enxergar um vislumbre do nosso caminho, de certa forma precisamos dessas divergências de pensamento, de religiões e de ateísmos. A liberdade plena implica a capacidade de escolher a perspectiva que alimenta nossa alma. Penso também que aqueles que fogem da ignorância, não estão por aí pregando fanatismos, inventando verdades absolutas, almejando ser Deus em laboratórios, ou recrutando o mundo inteiro para suas crenças particulares. Cada um merece o Deus que escolheu para si. Por isso concordo com o poeta Fernando Pessoa: “O futuro é sermos tudo (...). Criemos assim o Paganismo Superior, o Politeísmo Supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade!”.
Você começou a estudar e a praticar a astrologia muito cedo. Já enfrentou algum tipo de preconceito por ser uma astróloga tão jovem?
Até hoje não. Apesar de já estudar a Astrologia há nove anos(comecei aos 15),tenho certeza que sou apenas uma aluna aplicada e faço questão de deixar isso bem claro. Em se tratando da Astrologia, estamos sempre em constante aprendizado. Eu acredito em talentos precoces, mas mestres aos 20,pessoas que nascem sabendo, gente que sempre jura e nunca pergunta... pra mim é furada, não me convencem mesmo. O tempo é um valor que Saturno me ensinou a valorizar e sei que em alguns anos terei muito mais experiência, mas como ofereço o que já sei com humildade, as pessoas sentem que realmente tenho algo interessante a compartilhar.
O interesse pela astrologia parece estar aumentando. Em busca de respostas para seus problemas, a humanidade se pergunta: a tão esperada Nova Era já começou?
Quem ainda não sentiu? (risos)

Por que estudar os astros?
Porque um astrólogo disse que estava no meu destino! (risos)
Na medida em que buscamos por respostas e vamos ampliando nossa consciência para compreendê-las melhor, os segredos do universo vão se revelando para nós. Desde bem nova, eu tive uma espécie de percepção instintiva das correntes de força que regem o universo. Não é uma questão de acreditar, é de sentir, de saber. Estudar os astros é entrar em contato com esse esquema superior. Tudo, desde cada planta, cada pessoa e cada planeta, está unificado e em sintonia. Saber disso é como cair na real e depois subir a escadaria para o Céu.
Astrologia: utilidade ou futilidade pública?
Os dois. Com o tempo a astrologia vem reconquistando seu lugar nas profissões de aconselhamento, mas ainda luta para ser aceita em uma cultura onde a ciência, a tecnologia e a matéria aprisionaram a alma humana. Enquanto esta sabedoria ancestral vem tentando derrubar os preconceitos intelectuais e se expressar como a “arte sagrada” de interpretar os desígnios da vida, ela fica sujeita às deturpações dos oportunistas e à popularização do seu significado. Com certeza, o que é útil na astrologia é, e sempre será, um mistério para quem se contenta com o fútil.
Para vocês, astrólogos, onde está o limite entre a superstição e a Astrologia?
No bom senso. Nossa mente é muito poderosa e somos criaturas sugestionáveis, por isso, o discernimento é muito importante para separar o que é delírio e alucinação do que pode apenas ser uma metáfora para nosso mundo interior. Da mesma maneira que uma semente de maçã “sabe” que está destinada a se tornar uma macieira, há uma parte em nós que sabe o que poderemos nos tornar. A Astrologia não é uma crendice como muitos pensam. Ela é uma sabedoria, portanto a superstição não lhe cai bem.
O que está escrito nas estrelas pode ser mudado? Ou o homem é escravo de seu destino?
Quando uma pessoa nasce, a posição dos astros neste momento é revelada pelo mapa astral. Este mapa mostra um certo padrão de “carma” e tendências emocionais, mentais e físicas. Porém, as circunstâncias que esta pessoa irá enfrentar, serão programadas por aquilo que ela expressar. Você recebe de volta aquilo que põe para fora. O mundo é um espelho e há um ensinamento que diz: DESTINO = CARMA + LIVRE-ARBÍTRO. Os astros não escravizam, eles conduzem. Segue sua estrela quem quiser.
Na análise do mapa natal, quais os sinais do destino mais importantes determinados pelos astros?
Os Trânsitos por exemplo, mostram onde os planetas estão agora no céu, em relação ao lugar em que estavam no dia do nascimento. Em certos momentos propícios, estas posições costumam “acionar” uma área determinada de nossa vida. Estes acontecimentos são a manifestação sincrônica no mundo exterior, de mudanças internas que estão acontecendo. Estas “coincidências” nos fazem sentir a mão do destino.
Qual a responsabilidade do astrólogo na interpretação astrológica?
Ele deve traduzir e explicar o conteúdo do mapa astral e então conduzir o cliente na sua busca de significado. A Astrologia pode ser encarada como um sistema de símbolos, como uma mitologia particular usada para o autoconhecimento. Nós astrólogos, devemos direcionar as pessoas que estão em busca de seu mito pessoal e aconselhá-las sobre como usar plenamente seus potenciais e recursos.
Você acredita em Guru? Por quê?
Podemos ter grandes mestres e professores nessa vida, mas o maior Guru de todos os tempos é a nossa voz interior! Para quê procurar fora, o que temos dentro de nós?
Qual a sua opinião sobre a eterna briga entre religião, ciência e astrologia (e outras práticas esotéricas) como detentoras das respostas sobre as questões humanas?
Elas refletem os vários níveis de esclarecimento em que se encontra a nossa espécie. A busca pelo conhecimento, pelo espiritual e pela evolução, é uma jornada particular repleta de desafios e de escolhas. Para enxergar um vislumbre do nosso caminho, de certa forma precisamos dessas divergências de pensamento, de religiões e de ateísmos. A liberdade plena implica a capacidade de escolher a perspectiva que alimenta nossa alma. Penso também que aqueles que fogem da ignorância, não estão por aí pregando fanatismos, inventando verdades absolutas, almejando ser Deus em laboratórios, ou recrutando o mundo inteiro para suas crenças particulares. Cada um merece o Deus que escolheu para si. Por isso concordo com o poeta Fernando Pessoa: “O futuro é sermos tudo (...). Criemos assim o Paganismo Superior, o Politeísmo Supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade!”.
Você começou a estudar e a praticar a astrologia muito cedo. Já enfrentou algum tipo de preconceito por ser uma astróloga tão jovem?
Até hoje não. Apesar de já estudar a Astrologia há nove anos(comecei aos 15),tenho certeza que sou apenas uma aluna aplicada e faço questão de deixar isso bem claro. Em se tratando da Astrologia, estamos sempre em constante aprendizado. Eu acredito em talentos precoces, mas mestres aos 20,pessoas que nascem sabendo, gente que sempre jura e nunca pergunta... pra mim é furada, não me convencem mesmo. O tempo é um valor que Saturno me ensinou a valorizar e sei que em alguns anos terei muito mais experiência, mas como ofereço o que já sei com humildade, as pessoas sentem que realmente tenho algo interessante a compartilhar.
O interesse pela astrologia parece estar aumentando. Em busca de respostas para seus problemas, a humanidade se pergunta: a tão esperada Nova Era já começou?
Quem ainda não sentiu? (risos)
05 agosto 2008
SATURNO. E seu famoso retorno...
Dentre os astros mais famosos do sistema solar, lá está ele, o original e vaidoso… Saturno. Belo, curioso e segundo maior planeta do Sistema Solar, leva aproximadamente 29 anos para completar uma volta inteira ao redor do Sol e de 7 em 7 anos nos influência de forma contundente a partir da data do nosso nascimento.
Seu retorno ao signo e ao grau exato do nosso nascimento é conhecido como o famoso Retorno de Saturno e o primeiro ocorre justamente quando completamos a idade de sua órbita, ou seja, por volta dos 29 anos de idade.
Então, chega o momento de acertar as contas com o planeta mais exigente da corte do Rei Sol: O Senhor dos anéis.
Porém, independente de sua volta ao redor do Sol e sua influência em datas específicas, também está presente em nosso cotidiano, como voz interior e sentimentos muito específicos, cumprindo sua missão planetária de disciplinar e lapidar a espécie humana.
Como, quando e onde sentiremos seu peso plúmbeo, saberemos conhecendo nosso mapa astral e encontrando sua posição em nosso destino particular. Mas mesmo quem nunca o viu pelo prisma astrológico do autoconhecimento, se um dia olhou para dentro e encontrou ali um Velho Sábio, encarou uma das faces de Saturno, ou Cronos, como o chamavam os Gregos.
Em Roma, onde os Deuses são planetas, estão as ruínas de vários templos. O de Saturno, não por coincidência, era um dos mais importantes e hoje é o mais antigo, resistente e intacto. Quatrocentos anos antes de cristo e ainda podemos ver suas oito colunas, irredutíveis diante do tempo.
Dor… antes de ser uma inimiga, podemos encará-la como uma sinalizadora de limites: “Me dói, paro aqui, não posso mais…” Também podemos entendê-la como a marca registrada de nossa mortalidade, algo antes de tudo, real. Dói estar vivo, dói amar e saber que se pode perder, dói crescer… E dói a verdade, sempre que destrói uma ilusão.
Mas é claro, as vezes dói mais. E nessas horas podemos questionar o porquê, e assim, encontrar alguma falha em nossa conduta, responsável por tal sofrimento. Por isso, muitas vezes Saturno é um principio que ensina pela dor.
Como o planeta do medo, das inseguranças, do frio emocional e da rigidez pode atuar nas uniões humanas? Não há rosas sem espinhos … E nos riscos de uma aproximação forte e verdadeira sempre se levantam as tão saturninas… Defesas.
E que sensível deve ser o porco-espinho…
“Assim como nenhuma planta cresce contra a morte, não existem meios simples de se facilitar uma coisa difícil, como no caso da vida. Podemos somente eliminar a dificuldade por meio de um correspondente emprego de energia. Assim também a solução do problema do amor exige o empenho do homem por inteiro, até seus limites. As soluções libertadoras só existem quando o esforço é integral. Todo o resto é coisa malfeita e inútil. Só se poderia pensar em amor livre se todas as pessoas realizassem elevados feitos morais. Mas a ideia do amor livre não foi inventada com esse objetivo, e sim para deixar algo difícil parecer fácil.
Seu retorno ao signo e ao grau exato do nosso nascimento é conhecido como o famoso Retorno de Saturno e o primeiro ocorre justamente quando completamos a idade de sua órbita, ou seja, por volta dos 29 anos de idade.
Então, chega o momento de acertar as contas com o planeta mais exigente da corte do Rei Sol: O Senhor dos anéis.
Porém, independente de sua volta ao redor do Sol e sua influência em datas específicas, também está presente em nosso cotidiano, como voz interior e sentimentos muito específicos, cumprindo sua missão planetária de disciplinar e lapidar a espécie humana.
Como, quando e onde sentiremos seu peso plúmbeo, saberemos conhecendo nosso mapa astral e encontrando sua posição em nosso destino particular. Mas mesmo quem nunca o viu pelo prisma astrológico do autoconhecimento, se um dia olhou para dentro e encontrou ali um Velho Sábio, encarou uma das faces de Saturno, ou Cronos, como o chamavam os Gregos.
Em Roma, onde os Deuses são planetas, estão as ruínas de vários templos. O de Saturno, não por coincidência, era um dos mais importantes e hoje é o mais antigo, resistente e intacto. Quatrocentos anos antes de cristo e ainda podemos ver suas oito colunas, irredutíveis diante do tempo.
O mais distinto e charmoso dos planetas, graças aos seus lindos anéis de gelo, é o Mestre do Tempo, símbolo da maturidade, das responsabilidades e da resistência.
Terra firme, base, chão. Paredes fortes, pedras, rochas e montanhas…
É ele quem nos implica lições difíceis que nos preparam para a realidade do mundo material e que provavelmente não aprenderíamos por escolha própria, inspirados pelo prazer da experiência. Saturno ensina que existem coisas que devem ser aprendidas, pelo bem, ou pelo mal.
Inclusive o adjetivo “mal” e também seu homófono “mau”, sempre foram associados à sua figura. Poder-se-ia inclusive desenvolver o arquétipo do Vilão e toda sua vasta simbologia em uma completa correspondência com as regências desse planeta. Levando em conta que os vilões das histórias infantis são sempre figuras marcantes, de forte apelo visual, com características de cinismo e inveja mesclando-se com charme, sedução e inseguranças ocultas, poderíamos fazer inúmeros paralelos com o grande maléfico, sua definição na antiguidade. Antes da psicologia se desenvolver ao ponto de englobar o inconsciente e a responsabilidade pelo autoconhecimento, antes dos estudos da alma humana ampliarem os conceitos da astrologia medieval, tudo de negativo era culpa de Saturno.
Hoje, após longos períodos de evolução do pensamento humano, seus significados podem ser compreendidos e quem sabe até assimilados, funcionando então como processo necessário e até imprescindível para o crescimento e a maturação das virtudes humanas no indivíduo.
Mas essa compreensão das lições de Saturno, mesmo que possíveis, de nada são fáceis ou naturalmente prazerosas. Tudo dependerá sempre da capacidade particular da pessoa de encarar esse desafio. Afinal, para tornar Saturno um amigo, deve-se no mínimo, vencer vilões, matar dragões, e depois de tudo, ainda não se julgar um herói superior, mas reconhecer a divindade de ser simplesmente… Humano.
Mas essa compreensão das lições de Saturno, mesmo que possíveis, de nada são fáceis ou naturalmente prazerosas. Tudo dependerá sempre da capacidade particular da pessoa de encarar esse desafio. Afinal, para tornar Saturno um amigo, deve-se no mínimo, vencer vilões, matar dragões, e depois de tudo, ainda não se julgar um herói superior, mas reconhecer a divindade de ser simplesmente… Humano.
Como planeta dos limites, é ele quem nos lembra de nossa condição mortal, terrena, real. E para aqueles que estão encarnados no planeta Terra, realmente é uma boa ideia procurar entender o que suas regências se propõem a nos ensinar, principalmente se concordamos que sonhos devem ser mais que sonhados e que toda imaginação e criatividade são ainda mais frutíferas e vívidas quando plasmadas no mundo real.
Quem quer cumprir sua missão no planeta, encarar seu carma natal e transformar o chumbo em ouro, deve garantir sua vaga na viagem até Saturno. Sempre há vagas, mas a distância é longa e o preço alto, muito alto. Mas para os alquimistas do novo milênio, um trabalho cotidiano de dedicação e esforço paga aos poucos e em prestações possíveis a jornada ao centro da Terra. E uma vez ali, o que antes era medo, começa a se transformar em paz interior.
Tradicional, esse mestre gosta das coisas bem feitas e de certo refinamento. Quando é atendido em suas exigências, destina a pessoa ao sucesso e à nobreza de caráter. No entanto, quando negligenciado, pode atuar de forma realmente dolorosa, forçando a pessoa a encarar seus maiores defeitos e alienações. Definitivamente, falta de autoconhecimento e autocrítica atraem, mais cedo ou mais tarde, dolorosas lições de Saturno.
E não tenham dúvidas, a dor estará presente.
E não tenham dúvidas, a dor estará presente.
Dor… antes de ser uma inimiga, podemos encará-la como uma sinalizadora de limites: “Me dói, paro aqui, não posso mais…” Também podemos entendê-la como a marca registrada de nossa mortalidade, algo antes de tudo, real. Dói estar vivo, dói amar e saber que se pode perder, dói crescer… E dói a verdade, sempre que destrói uma ilusão.
Mas é claro, as vezes dói mais. E nessas horas podemos questionar o porquê, e assim, encontrar alguma falha em nossa conduta, responsável por tal sofrimento. Por isso, muitas vezes Saturno é um principio que ensina pela dor.
Normalmente, nos sentiremos profundamente culpados por alguma negligência, nosso corpo físico pode sofrer ou mesmo de repente nos pegamos escravizados por algum dever ou responsabilidade que dure muito tempo e que exija grandes sacrifícios. Ao fim, mesmo que as custas de muito suor e sofrimento, teremos algo inquebrável dentro de nós, uma voz sábia e tranquila, a serenidade e a maturidade de quem sobreviveu. Para Saturno, crises são nada mais que oportunidades de crescimento.
É claro que para alguns, ele vem com mais poder (ou seria peso?), em um signo ou casa que rege, ou em aspectos importantes no mapa natal, mas cada um de nós sabe onde essa pedrinha incomoda, para fazer mais que um eufemismo.
Outra forma de vivenciar a atuação de Saturno é pela herança familiar e através da força de união de um casal. Quando se trata de laços de sangue hereditários e uniões com prováveis frutos, se foram feitas para durar, se encontra o planeta da fidelidade atuando. Saturno é familiar e Pai, e sempre constrói ligações verdadeiras e muito fortes.
Outra forma de vivenciar a atuação de Saturno é pela herança familiar e através da força de união de um casal. Quando se trata de laços de sangue hereditários e uniões com prováveis frutos, se foram feitas para durar, se encontra o planeta da fidelidade atuando. Saturno é familiar e Pai, e sempre constrói ligações verdadeiras e muito fortes.
Sendo ele o planeta dos anéis, gosta de alianças. Por exaltar-se em Libra, o signo das justas medidas e da casa dos opostos complementares, gosta de ensinar seus princípios através do intercâmbio entre dois seres, como nos pratos justos da balança. Pais e filhos, amizades, sociedades, duetos, parcerias, casamentos e espelhos. Tudo que nos une com o outro, pelo amor ou, mais uma vez, pela dor.
As verdadeiras uniões, almejadas por sua manifestação mais elevada, são baseadas no equilíbrio verdadeiro entre um e outro, entre amor próprio e amor pelo parceiro, entre a dúvida e a certeza do sentimento. Até que, com o tempo, a estabilidade possa se assentar e os corações dormirem em paz.
As verdadeiras uniões, almejadas por sua manifestação mais elevada, são baseadas no equilíbrio verdadeiro entre um e outro, entre amor próprio e amor pelo parceiro, entre a dúvida e a certeza do sentimento. Até que, com o tempo, a estabilidade possa se assentar e os corações dormirem em paz.
Esta é sua proposta, mas antes do lindo desfecho, o velho vilão mostra seus dentes ferozes e ameaça devorar seus próprios filhos.
| SATURNO por Siron Franco 2008 |
E que sensível deve ser o porco-espinho…
O antigo e eterno paradoxo “amor x medo” pode ser considerado as duas faces de sua moeda de ouro. A pedra filosofal de seu mito. Compreendê-la, vivenciá-la, superá-la… o desafio.
No compromisso profundo com a autopreservação, nossa parte interior representada por esse Deus, questiona, duvida, se engana e muitas vezes pode inclusive nos sabotar, revestida de inseguranças, com seu inquérito interminável: Será verdade o que sinto? Vale a pena me arriscar? Vou sofrer? É o que quero realmente? Haverá correspondência? Então, são tantas dúvidas, que as possibilidades futuras acabam soterradas pela análise.
No compromisso profundo com a autopreservação, nossa parte interior representada por esse Deus, questiona, duvida, se engana e muitas vezes pode inclusive nos sabotar, revestida de inseguranças, com seu inquérito interminável: Será verdade o que sinto? Vale a pena me arriscar? Vou sofrer? É o que quero realmente? Haverá correspondência? Então, são tantas dúvidas, que as possibilidades futuras acabam soterradas pela análise.
Por outro lado, para quem tem o real desejo de encontrar algo verdadeiro, sem perder sua individualidade, Saturno, como mestre da Realidade, se transforma naquela voz que questiona não com medo, mas com sabedoria: É o que eu busco no fundo do coração ou estou seguindo um impulso cego? É algo real , possível, ou mais uma ilusão? Até onde o medo da rejeição influencia meus relacionamentos? Me deixo influenciar pela opinião alheia ou sou sincero comigo mesmo? Me arrisco mais um pouco para ver no que dá? O que é verdade?
A verdade é simples no fim. E o que não for verdade, será fulminado. Saturno destrói ilusões. Uma a uma. E vai deixando apenas o possível e o que é desejo verdadeiro do fundo da alma.
Comportamentos mecânicos, impulsos compensatórios antigos, medo dos envolvimentos, interesses egoístas, reações baseadas em autoproteção, instintos reprimidos, preocupações com a imagem em detrimento dos desejos internos … O que não for verdade cairá por terra. Mais cedo ou mais tarde.
Comportamentos mecânicos, impulsos compensatórios antigos, medo dos envolvimentos, interesses egoístas, reações baseadas em autoproteção, instintos reprimidos, preocupações com a imagem em detrimento dos desejos internos … O que não for verdade cairá por terra. Mais cedo ou mais tarde.
E todos estamos sujeitos. Somos humanos e pequenos diante do Sol. Mesmo Saturno, tão grande, ainda faz parte da corte solar, e sabe disso. Por isso, a parte divina de nosso ser, mesmo mais brilhante e Sagrada que todas as outras, também deve saber que habita um corpo mortal e um planeta vivo. Aceitar as imperfeições e compreender que as medidas humanas estão refletidas na natureza, em suas similares proporções, é mais que necessário, não somente para encontrar o amor em outro, más em nós mesmos, antes de tudo. E também na natureza, no planeta Terra, nossa casa, nosso limite planetário nessa encarnação.
A supervalorização do espírito, da luz, da consciência, da diversão, da criatividade, do ego, da autoconfiança me parece uma necessidade natural e compreensível da nossa espécie. Gostamos de tudo que brilha, que vence, que nos inspira e dá prazer. Estes princípios solares são adorados desde a mais remota civilização, enquanto que a parte “chata da vida”, cheia de medos, sombras, trabalho, derrotas e imperfeições é naturalmente desprezada e esquecida. Porém, se conscientemente lembrada e cuidada, se torna cada vez menor, enquanto oferece as bases sólidas para a verdadeira realização.
Saturno tem seu papel e razão como qualquer boa história tem seu vilão. O que seria do cavaleiro ou da donzela se não fosse o dragão? O que seria do herói se não fossem seus desafios? E da rosa se não fossem seus espinhos? De que valem os sonhos sem a realidade?
Sobre o desafio do amor sob a benção desse deus, Jung escreveu:
“Assim como nenhuma planta cresce contra a morte, não existem meios simples de se facilitar uma coisa difícil, como no caso da vida. Podemos somente eliminar a dificuldade por meio de um correspondente emprego de energia. Assim também a solução do problema do amor exige o empenho do homem por inteiro, até seus limites. As soluções libertadoras só existem quando o esforço é integral. Todo o resto é coisa malfeita e inútil. Só se poderia pensar em amor livre se todas as pessoas realizassem elevados feitos morais. Mas a ideia do amor livre não foi inventada com esse objetivo, e sim para deixar algo difícil parecer fácil.
Ao amor pertencem a profundidade e a fidelidade do sentimento, sem os quais o amor não é amor, mas somente humor. O amor verdadeiro sempre visa ligações duradouras, responsáveis. Ele só precisa da liberdade para a escolha, não para sua implementação. Todo amor verdadeiro profundo é um sacrifício. Sacrificamos nossas possibilidades, ou melhor, a ilusão de nossas possibilidades. Quando não há esse sacrifício, nossas ilusões impedirão o surgimento do sentimento profundo e responsável, mas com isso também somos privados da possibilidade da experiência do amor verdadeiro.
O amor tem mais que uma coisa incomum com a convicção religiosa: ele exige um posicionamento incondicional, ele espera uma doação completa. E como apenas aquele que crê, aquele que se doa por completo ao seu Deus, partilha da manifestação da graça de Deus, assim também o amor só revela seus maiores segredos e milagres àquele capaz de uma doação incondicional e de fidelidade de sentimentos. Como esse esforço é muito grande, só alguns poucos mortais podem vangloriar-se de tê-lo realizado. Porém, como o amor mais fiel e o que se doa ao máximo é sempre o mais belo, nunca se deveria procurar o que pudesse facilitá-lo. Só um mal cavaleiro de sua dama do coração recua diante da dificuldade do amor. O amor é como um Deus: ambos só se oferecem a seus serviçais mais corajosos.”
Falou bonito o velhinho mais sábio dos últimos tempos.
Falou bonito o velhinho mais sábio dos últimos tempos.
Milhões de teorias tentam, mas não sei se conseguem explicar a profundidade da experiência saturnina. Só mesmo lá no âmago, onde encontramos nossos maiores pavores, nossa mais inaceitável natureza, nossa mais absoluta fraqueza é que podemos fazer uma ideia da realidade de um aspecto de Saturno atuando em nós.
Muitas vezes o esquecemos, ignoramos, fugimos… até que alguém nos toca justo ali. Até que uma situação nos força a ver o indesejado. Amor ou ódio? Um amigo ou um vilão? Um tudo que pode ser nada e vice-versa. Até onde estamos preparados?
Porém, acima das relações pessoais, estão ainda propósitos mais amplos, de evolução espiritual e material. Os planos dessa divindade para cada um de nós está sempre além do que esperamos. Em algum lugar estará ele, fortalecendo a construção e a cristalização de estruturas internas e externas com a intenção de trabalhar nossa autonomia e autopreservação.
E para chegar à essas metas, já sabemos que atravessaremos caminhos difíceis, como vencer medos invencíveis, aceitar a solidão e pagar o preço por nos separarmos de ideias coletivas e padrões familiares para reconhecer nossa própria identidade.
E para chegar à essas metas, já sabemos que atravessaremos caminhos difíceis, como vencer medos invencíveis, aceitar a solidão e pagar o preço por nos separarmos de ideias coletivas e padrões familiares para reconhecer nossa própria identidade.
O que Saturno quer de cada um é a lapidação da pedra da individualidade. E começa por fortalecer nossas mais inaceitáveis fraquezas.
No fim, ele nos aponta para um propósito único, para o qual nascemos e que aguarda apenas a maturação de nossa personalidade para brilhar no horizonte.
Enquanto isso, é bom tentar conviver com as frustrações e os isolamentos que aparecem no caminho dos que um dia serão indivíduos únicos. Tão belos e originais em sua própria personalidade, como Saturno, no céu das divindades espaciais…
No fim, ele nos aponta para um propósito único, para o qual nascemos e que aguarda apenas a maturação de nossa personalidade para brilhar no horizonte.
Enquanto isso, é bom tentar conviver com as frustrações e os isolamentos que aparecem no caminho dos que um dia serão indivíduos únicos. Tão belos e originais em sua própria personalidade, como Saturno, no céu das divindades espaciais…
O tempo não é uma medida.
Um ano não conta, dez anos não representam nada.
Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir.
O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade...
RAINER MARIA RILKE
03 novembro 2007
A ENERGIA DOS CRISTAIS
Lua, Saturno e Vênus em Virgem.
Terra, primavera, gnomos e cristais...
Mais que modismo ou superstição, o gosto pelos cristais é o reflexo do sentimento que a pessoa tem pela natureza e sua beleza, pelo sagrado que é a vida em nosso planeta, tanto nos reinos vegetal e animal, quanto no mineral.
E quem disse que não existe vida no mundo mineral? Nosso planeta inteiro é um ser vivo, e cada cristal é a expressão física dos elementais da terra.
Dizem as lendas que onde há cristais, há Gnomos cuidando deles!

Os cristais se formam lentamente e sob condições bastante adversas, e graças à suas propriedades, são capazes de receber, conter, projetar, emanar, e refletir luz - a forma mais elevada de energia conhecida no mundo físico. Como trazem em si energias vibracionais de alta frequência, eles captam as demais energias e as ampliam. Ao entrar em contato com ele, somos afetados por ela. Tanto a luz, o som e o contato físico, como pensamentos e sentimentos ficam impregnados nos cristais. Daí sua ampla utilização tanto nas indústrias como nos tratamentos alternativos.
Hoje a ciência consegue provar, o que algumas civilizações antigas já sabiam. Que o nosso campo energético é afetado pelos nossos pensamentos, nossas emoções e hábitos e também pelo contato com os campos energéticos de outros seres e da própria Terra. Por isso os cristais são famosos instrumentos de cura, suas vibrações intrínsecas podem ser canalizadas tanto para o tratamento do corpo quanto da alma.
Os maias, por exemplo, um dos povos mais evoluídos da América pré-colombiana, costumavam usar os cristais no tratamento de doenças e nos rituais religiosos.
Como irradiam luz e energia, podem equilibrar e curar nosso corpo. Além do que, todos os componentes químicos do nosso organismo também se encontram na terra, que é o berço dos cristais, assim, existe naturalmente uma afinidade energética entre nós e esses tesouros da natureza.
Não é à toa que a nossa Chapada dos Veadeiros é o lugar preferido de quem quer recuperar as energias. Sabemos que está localizada sobre uma imensa placa de cristal de quartzo. Segundo a NASA, esse é o ponto de maior luminosidade do planeta, quando visto do espaço.
“O coração da Terra”, dizem alguns estudiosos.
Mas na hora de levar um cristal para casa ou usá-lo como tratamento, é preciso alguns cuidados.
Primeiro deve-se ter consciência que o cristal é apenas uma ferramenta para a espiritualidade, e não um objeto milagroso que opera independente de você. E também não adianta colecionar as pedras se não há no coração um amor genuíno pela natureza e seus presentes. Uma “relação de afeto” com ele é essencial. Até hoje tenho o primeiro cristal que comprei. Uma ametista que trago comigo há mais de 15 anos.
A segunda dica é escolher pedras que agradem o nosso gosto pessoal. Gemas bem cuidadas e bonitas, de preferência que não estejam quebradas ou trincadas demais.
Nem sempre a pedra revela sua magia de cara, devemos sentir se ela é nossa, por isso, se nos deixarmos perder em suas cores, formas e desenhos, poderemos encontrar detalhes que com certeza serão decisivos em nossa escolha. Muitas vezes pensamos que escolhemos um determinado cristal, quando na realidade foi ele que nos escolheu!
E por fim, antes de usá-lo é preciso purificar e depois energizar. Não sabemos o histórico da pedra e, como ela armazena energia e absorve vibrações, você pode sem saber, estar levando energia negativa para sua casa ou seu corpo.
Para purificá-la, basta deixá-la imersa em água com sal grosso por 24 horas e depois enxaguar em água corrente. Depois para energizá-la, você pode deixá-la ao Sol por várias horas, pode também deixá-la dormir à luz da Lua cheia, ou mesmo enterrá-la por alguns dias.
Estamos no auge da Primavera! Com a natureza renascendo ao nosso redor, é tempo de observar as flores, passear em parques e jardins, e decorar a casa com enfeites naturais, cheios de energias positivas e protetoras.
Nessa época, a terra está plena de vida nova e os cristais, refletindo essa energia.
É a hora certa de encontrar o seu!

"Dizem as lendas e o folclore do Norte que, durante os meses de inverno, quando a Terra está silente e adormecida, em baixo da cobertura de neve os gnomos se ocupam da tarefa de criar cristais com a Luz da Lua, do Sol e das estrelas.
Isha Lerner
27 janeiro 2007
Um estudo sobre a vida, a obra e o signo de Frida Kahlo.

À Frida Kahlo, que com sua arte multidimensional me introduziu ao Divino mundo da Mãe Natureza, das suas mais profundas entranhas ao mais sagrado mito da Lua no meio do Céu.
Tão real quanto surreal, sua linguagem é a mais pura tradução do coração. É bom compartilhar contigo essa visão cósmica do amor e da dor.
Sem dúvidas, um baluarte do Eterno Feminino!
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| Mapa Astral de Frida Kahlo |
Observar a vida e a obra da artista plástica Frida Kahlo é como mergulhar nas águas primordiais do mito de Câncer. Nascida em seis de julho de 1907, Magdalena Carmen Frida Kahlo viveu e retratou intensamente todo seu amor, sua paixão e sofrimento.
Frida nasceu em Coyoacán, no México, mais precisamente na Casa Azul, residência que seus pais construíram em 1904. Aos seis anos de idade teve poliomielite e, apesar da fisioterapia, a perna direita e o pé esquerdo ficaram deformados para sempre. Mesmo assim, ela escreve em seu diário: “Minha infância foi maravilhosa”.
Apesar de nutrir sentimentos ambíguos pela mãe, descreve o pai como cordial e carinhoso. Foi ele quem a ensinou a usar uma máquina fotográfica que seria seu primeiro passo rumo ao mundo das imagens que em breve ela daria à luz.
No ano de 1925, ficou hospitalizada durante todo o ano, devido a um acidente automobilístico que lhe esmagou a coluna e fraturou a bacia. Foi no seu leito de repouso que começou a pintar. Através de espelhos, foi sua própria modelo e assim começaram os autorretratos que dominaram sua obra. Esta autoanálise levou-a a descobrir e experimentar tanto o seu próprio eu como o mundo à volta dele num nível novo e mais consciente.
Frida sofreu as consequências do desastre durante toda a sua vida e foi atormentada pela impossibilidade de ter filhos. Num período de quatro anos, sofreu três abortos. Suas pinturas exprimem os fardos que suportava sobre os ombros: uma grande dor física e o desespero que sua infertilidade lhe trazia.
Câncer é um signo feminino, regido pela Lua. Ele representa o poder criativo, o útero, a Mãe, os sentimentos arcaicos e as origens, assim como o universo colorido das imagens inconscientes. O fato de Frida, sendo ela uma canceriana, não ter tido filhos, parece um destino triste, porém necessário para que o significado mais profundo do mito pudesse manifestar-se em sua obra. Se não na forma de uma criança em carne e osso, na forma de criação artística.
Em um de seus quadros, chamado Os Meus Avós, os Meus Pais e eu, de 1936, Frida traça a história de sua descendência. A artista aparece como uma menina de mais ou menos três anos no quintal da Casa Azul onde nasceu. Ela segura uma fita vermelha que une seus pais, pintados acima dela, e seus avós maternos e paternos, por sua vez, acima de seus pais. Ela nos mostra sua existência pré-natal através do feto que se encontra no útero da mãe. A paisagem de fundo mostra-nos a terra (simbolizando os avós maternos que eram mexicanos) e o mar (representando os avós paternos que vieram da Alemanha).
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| Os meus avós, os meus pais e eu. |
De onde venho?” A origem do mundo, da consciência, de si mesmo é um mistério que intriga os cancerianos. As origens, a família e o início de tudo são representados pelo signo de Câncer. Árvores genealógicas, retratos de família e raízes são temas constantes na obra de Frida, expressando assim, seu apego ao passado e seus fortes vínculos emocionais.
Amor materno
Quando surge na tela acompanhada pelos vários animais de estimação, parece uma criança que dá e recebe carinho. Durante sua vida, teve gatos, papagaios, cachorros, macacos e até um veadinho. Todos surgiam nos seus quadros como substitutos dos filhos que nunca teve ou como símbolos e companheiros se sua solidão.
Os cancerianos vivenciam a unidade com a natureza sentindo-se parte dela. Esta comunhão com o natural, desperta um grande amor pelas plantas, pelos animais e por florestas, rios, campos e mares.
Frida sempre pintava ambientes naturais: O Sol, a Lua, flores e folhas típicas do México e muita água, seja em forma de lagos, de chuvas ou em forma de lágrimas. “Da água vem a vida” e, sendo o primeiro signo da tríade do elemento água, Câncer é profundamente guiado por suas marés interiores.
O amor por Rivera
Não se pode escrever sobre Frida Kahlo sem mencionar seu marido e grande amor: Diego Rivera, um dos maiores pintores mexicanos da época. Ele também foi um tema constante em seus quadros, aparecendo ao seu lado (Frida e Diego Rivera, 1931), na sua testa (Diego no meu pensamento, 1943), e em simbiose formando um só rosto, como está expresso no Retrato Duplo Diego e Frida, de 1944.
Frida adotava frequentemente, um papel maternal para com o marido e afirmava que “as mulheres em geral querem, acima de tudo, tê-lo nos braços como um bebê recém-nascido.” Para a artista, porém, o marido era muito mais que seu filho que não chegou a nascer. No quadro O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, o Diego e o Senhor Xolotl, de 1949, ela se consagra como baluarte de eterno feminino, representando as várias dimensões da fonte da vida, do grande ventre cósmico, da Mãe de todas as coisas. Câncer representa este ventre materno, este manancial divino de onde tudo vem e para onde tudo vai. O início e o fim da vida. Nesta obra, tudo é Sagrado.
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| O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, O Diego e o Senhor Xólotl |
Vida e Morte são inseridas, de igual modo, na concepção harmoniosa do mundo da artista. A tela contém elementos da antiga mitologia mexicana que representam esses princípios duais, como, por exemplo, a deusa Cihuacoatl, que aparece abraçando o casal e com o seio a pingar leite. É ela que gera todas as coisas e também as devora. Essa idéia nasce da observação dos ciclos da natureza, onde tudo está sempre nascendo, morrendo e renascendo.
O cãozinho que aparece dormindo nas mãos da noite é Xólotl, o guardião do mundo inferior. Em várias mitologias, o cão de guarda, como guardador do inferno, é familiar. Ele aqui simboliza a sabedoria instintual domesticada e a naturalidade da morte.
Para os mexicanos a morte é entendida como um processo, um caminho ou uma transição para uma vida de outra espécie. Os antigos diziam que os homens, quando morriam, não desapareciam, mas começavam a viver de novo, como se despertassem de um sonho. Na morte, os corpos são enterrados simbolizando o retorno ao útero da terra onde, renascidos, podemos emergir para um novo ciclo de vida.
O signo de Câncer representa o local de onde viemos e para onde vamos, o ponto em comum entre a vida e a morte. Como apenas uma linha tênue divide as coincidências e o destino, Frida mais uma vez representou seu mito particular, quando no mesmo mês e local em que nasceu, morreu, em 1954, no mês de julho, na Casa Azul.
Bem, assim são os cancerianos...
Difíceis de entender pela lógica, hipersensíveis, lunáticos, imaginativos.
Tradicionais, cultivam os hábitos, a cultura, as origens e valorizam o lar.
Difíceis de entender pela lógica, hipersensíveis, lunáticos, imaginativos.
Tradicionais, cultivam os hábitos, a cultura, as origens e valorizam o lar.
Homens ou mulheres, mães zelosas ou artistas excêntricos, sempre sentimentais!
19 janeiro 2007
ZERO
Às 00h00, tudo está escuro e mais um dia se inicia.
360° traçados pelos caminhos da arte.
Há muitos mais, é claro. Zero em espirais.
Há que se ter bons olhos para ver a arte.
Olhos que enxergam além da visão concreta,
olhos que sabem ver o conteúdo não expresso pela mão.
Uma volta completa ao redor das intenções já é suficiente para alcançar a visão plena.
O óbvio e as entrelinhas, a presença e a ausência.
Estamos tão orientados para o “ver”, para o “ter”, para a substância,
que nem sempre abrimos os olhos para perceber o conteúdo da ausência.
Quem poderia ignorar os buracos negros?
Seriam eles nada? Sim, o nada que é tudo.
Como o zero em aritmética.
O zero é mais que um número.
Zero é forma eterna, círculo sem fim, aliança.
É ausência de entidade e fonte de promessas.
Como o silêncio é a fonte e a condição do som,
o vazio é um vácuo vivo necessário para que haja a existência.
O consciência desse “nada”, amplia de maneira mágica a capacidade de pensar e concretiza o assombroso paradoxo de que o nada é realmente alguma coisa,
ocupa espaço e contém poder.
E como tem poder o número de Plutão!
Um zero à direita multiplica por dez seu parceiro.
Assim é o coringa da vida lúdica.
Aparentemente vazio e imprestável, transforma o um em um milhão.
Grandes e incompreensíveis acontecimentos nascem no segredo, na escuridão do nada que existiu primeiro, no mistério do zero.
A Serpente do Universo morde a própria cauda e une o ponto original com o infinito.
O início encontra o fim e o alfa encontra o ômega.
Nesta realidade impalpável, temos um mistério divino.
Depois da volta completa...
Em algum lugar entre o tudo e o nada, a verdade é vista com outros olhos.
Olhos bons para a arte.
O um é individual
O um inverso é o zero
O Zero é um inverso
O Zero é universal
Universo em desencanto...
17 janeiro 2007
Quatro Elementos

Terra
Mãe, Mater... Matéria. Segurança e fertilidade, entranhas e escuridão.
O ventre da natureza gera o corpo, forma o túmulo e perpetua a criação.
Água
Na sutileza da lágrima e na magnitude do mar,
o azul da água é o tom do sentimento mais profundo e subliminar...
Ar
Discreto, porém vital, o Ar é invisível e onipresente.
Propaga o som, oxigena o cérebro e
cria linhas geométricas de força que atuam pela mente.
Fogo
O elemento das contradições não revela sua origem,
muito menos seu destino no brilho que traz,
mas se torna inesquecível por ser tão perfeito e tão fugaz.
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